Olhar Feminino

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09 setembro, 2011











"Não sou nada especial; disso estou certo. Sou um homem comum, com pensamentos comuns, e vivi uma vida comum. Não há monumentos dedicados a mim e o meu nome em breve será esquecido, mas amei outra pessoa com toda a minha alma e coração e, para mim, isso sempre bastou." Noah Calhoun





















"A razão pela qual dói tanto nos separarmos é porque as nossas almas estão ligadas. Talvez sempre tenham sido assim e para sempre serão. Talvez, tenhamos vivido mil vidas antes desta, e em todas elas tenhamos nos encontrado. E, talvez, em cada uma delas tenhamos sido obrigados a nos separar pelos mesmos motivos. Isso significa que esta despedida é, ao mesmo tempo, um adeus pelos últimos dez mil anos e um pdiario-de-uma-paixaorelúdio do que virá.
Quando olho para você, vejo a sua beleza e seu encanto e sei que ficaram mais fortes a cada vida que você viveu. E sei que passei todas as vidas, antes desta, procurando você. Não alguém como você, mas você, porque a sua alma e a minha têm de estar sempre juntas. E assim, por alguma razão que nenhum de nós dois entende, fomos forçados a dizer adeus.
Eu adoraria dizer que tudo vai dar certo para nós, e prometo fazer tudo que eu puder para que isso aconteça. Mas se não voltarmos a nos encontrar, e se isto for verdadeiramente uma despedida, sei que nos veremos em outra vida. Nós nos encontraremos de novo, e talvez até lá as estrelas tenham mudado, e então nós nos amaremos, não só naquele momento, mas por todas as vidas que tivemos antes
."

(Nicholas Sparks em: Diário de uma Paixão)



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Sinopse: Baseado no romance best-seller The Notebook de Nicholas Sparks, o filme Diário de Uma Paixão é uma história sobre oportunidades perdidas, amadurecimento e a força de um amor duradouro.
Quando a adolescente Allie Hamilton (RACHEL McADAMS) vai passar o verão com a família na cidade litorânea de Seabrook, na Carolina do Norte, nos anos 40, conhece o garoto Noah Calhoun (RYAN GOSLING), que mora na cidade. Noah sente que é amor à primeira vista. Embora a menina seja de uma família rica e ele seja um operário, os dois se apaixonam profundamente durante um verão repleto de emoção e liberdade.Eles são separados pelas circunstâncias - e pela súbita eclosão da Segunda Guerrra Mundial -, mas ambos permanecem assombrados pelas lembranças um do outro. Quando Noah volta para casa após a guerra, Allie se foi para sempre de sua vida, mas não do seu coração.
Embora Noah ainda não saiba, Allie voltou a Seabrook, onde eles se apaixonaram. Ocorre que agora Allie está noiva de Lon (JAMES MARSDEN), um soldado abastado que conheceu quando foi voluntária num hospital.
Décadas mais tarde, um homem (JAMES GARNER) lê um caderno antigo para uma mulher (GENA ROWLANDS) que visita regularmente no asilo. Embora a memória dela esteja prejudicada, ela se deixa envolver pela emocionante história de Allie e Noah - e por alguns breves momentos consegue reviver uma época de paixão e turbulência, em que eles juraram que ficariam juntos para sempre.






04 setembro, 2011

As Brumas de Avalon (em inglês: The Mists of Avalon) é uma obra de 1979 da escritora estadunidense Marion Zimmer Bradley feita em quatro volumes. É ambientada durante a vida do lendário Rei Arthur e seus cavaleiros e tem por escopo narrar a já conhecida lenda arturiana a partir de uma outra perspectiva. Quem protagoniza a história, nesta versão, são as personagens femininas, tais como Guinevere, Morgana e Morgause, o que acabou resultando na reelaboração de todo o universo mítico da trama.

 

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Trechos do livro As Brumas de Avalon

...Havia outra coisa sobre o travesseiro, que escorregou  e modificou-se, um botão de rosa ainda não aberto, depois uma rosa cheia. E quando Morgana o pegou, era o fruto da roseira brava, pulsando de vida acre. Enquanto o contemplava, ele encolheu-se, murchou e ficou seco, na palma de sua mão. E ela compreendeu, de súbito.

 



 

A flor e até mesmo o fruto são apenas o começo.

Na semente está a vida e o futuro.

E o que eu sou deve ser escondido, como a rosa está escondida dentro da semente.

Avalon

"Avalon estará sempre ali para todos os que puderem buscar o caminho, por todos os séculos e além dos séculos. Se não puderem encontrar o caminho de Avalon, isso talvez seja um sinal de que não está pronto pra isso. "

"Sabia que ele estava descontente porque não lhe dera o filho tão desejado - os romanos estabeleciam a linhagem pelo ramo masculino, e não pelo feminino, o que seria mais sensato. Era tolice, pois como poderia um homem ter absoluta certeza de quem era o pai de qualquer criança? É claro que eles preocupavam-se muito com quem se deitavam as mulheres, e fechavam-nas e espionavam-nas. Não que Igraine precisasse ser vigiada: um homem já era ruim, porque haveria de querer outros, que poderiam ser piores?"

"O lugar para onde o caminho nos levará depende da nossa própria vontade e de nossos pensamentos"

"… pois como os druidas sabem, é aquilo em que a humanidade acredita que modela o mundo e toda a realidade."

"Os cristãos procuraram acabar com toda a sabedoria que não fosse a sua, e na luta para conseguir isso, estão banindo do mundo todas as formas de mistério, exceto as que se harmonizam com a sua fé religiosa."

09 julho, 2011





Algumas frases do escritor Fabrício Carpinejar para perfil e scraps do orkut, timeline do twitter, utilização no Google+ (leia-se Google plus)




O amor não está nem aí para o que pensamos ou deixamos de pensar, ele acontece apesar de nós.

Escutamos somente quando alguém logo concorda com o que pensamos.

Toda briga vem de uma frase atrasada, de um pensamento que não foi pontual.

Nada mais ridículo do que se isolar para que o outro descubra nossa tristeza.

Gentileza é ser educado com ternura.

Sem decepção, não há amor sincero

Tragédia não é o amor acabar, é sequer insistir no começo dele.

Ressentimento: quem deixa para falar depois e perde o contexto.

A esperança é a última que morre, após matar todos os outros sentimentos.

Não tenho nada contra ficar triste, só não gosto de sofrer pelo motivo errado.

Abraço não pode ser rápido senão é empurrão.

Ninguém confessa que é bipolar quando está alegre.

Só a verdade me protege.

No amor, ninguém gosta de tudo explicado, o que desejamos é alguém que nos confunda.

A implicância é um marcador de página dos apaixonados.

Quem desiste do relacionamento nem avisa.

Soberba é não querer discutir porque acha que o outro não será capaz de compreender.

Eu me cobro, são os outros que pagam.

Não há maior solidão do que a felicidade.

Um dia posso precisar de mim, ainda que não me encontre.

02 março, 2011

Para um cão, você não precisa de carrões, de grandes casas ou roupas de marca. Símbolos  de status não significam nada para ele. Um graveto já está ótimo. Um cachorro não se importa se você é rico ou pobre, inteligente ou idiota, esperto ou burro. Um cão não julga os outros por sua cor, credo ou classe, mas por quem são por dentro. Dê seu coração a ele, e ele lhe dará o dele. É realmente muito simples, mas, mesmo assim, nós humanos, tão mais sábios e sofisticados, sempre tivemos problemas para descobrir o que realmente importa. De quantas pessoas você pode falar isso? Quantas pessoas fazem você se sentir raro, puro e especial? Quantas pessoas fazem você se sentir extraordinário?

"Talvez ele detivesse o segredo da boa vida, nunca se deter, nunca olhar para trás, viver cada dia com impulso, vivacidade, curiosidade e disposição adolescente. Se pensarmos que somos jovens, então talvez o sejamos, não importa o que diga o passar dos anos."(pp.200)

"Ele me lembrou que cada um de nós tem apenas uma chance para conquistar a medalha de ouro, sem replay." 

"Poderíamos ter comprado um pequeno iate com o que nós gastamos com o nosso cachorro e tudo que ele destruiu. Mas, me pergunto: quantos iates ficam esperando junto a porta o dia inteiro até você voltar? Quantos vivem esperando a chance de subir no seu colo ou descer a colina com você em um tobogã, lambendo o seu rosto?" (pp. 235)

"Na solidão da escuridão, quase consegui sentir a finitude da vida e sua preciosidade. Não damos valor, mas ela é frágil, precária, incerta, capaz de terminar a qualquer momento, sem aviso." (pp. 271)

"Cada dia, cada hora e cada minuto merecem ser apreciados." (pp. 271)

"Um cão não se importa se você é rico ou pobre, educado ou analfabeto, inteligente ou burro. Se você lhe der seu coração, ele lhe dará o dele. É realmente muito simples, mas, mesmo assim, nós humanos, tão sábios e sofisticados, sempre tivemos problemas para descobrir o que realmente importa ou não." (pp.292)

"Você sempre esteve ao meu lado quano precisei de você. Na vida e na morte, sempre vou amar você." (pp. 287)

21 agosto, 2010

Amo a personagem Mafalda. Adoro as tiradas dela sobre o mundo, o cotidiano.Seguem algumas para vocês.

... é, a gente até tenta empurrar este mundo pra frente, mas ele insiste a andar pra trás ...


...sobre a paz no mundo? Tenho todos os dias provas de que, por enquanto, é apenas um conto...
* "Justo a mim coube ser eu!"

* "A sopa é para a infância o que o comunismo é para a democracia!"

* "Engraçado...Quando eu fecho os olhos o mundo desaparece."

* "Deus,espero que o senhor possa ajudar a melhorar o estado da situação...Ou será que é a situação do Estado?"

* "A vontade é a única coisa do mundo que quando esvazia tem que levar uma alfinetada."

* "Tudo serve para alguma coisa, mas nada serve para tudo."

* "O homem é um animal de hábito ou será que de hábito o homem não é um animal?"

* "Ás vezes me pergunto se a vida moderna não tem mais de moderna do que de vida."

* "Pobrezinha, fizeram de você um mero capacho para limpar os pés antes de entrar no Universo..."
:- ''Mafalda olhando para a Lua.

* "E não é que neste mundo tem cada vez mais gente e cada vez menos pessoas?"

* "Sopa!"
:- ''Para Mafalda sopa é palavrão.

* "Se a vida começa aos 40, por que nascemos com tanta antecedência?"

* "Porque que quando colocamos os pés no chão a brincadeira acaba?"
:- ''Mafalda após parar o balanço.

* "Não adianta dar um ano novo para eles! Logo já vão quebrando."

* "Se o Fidel dissesse que é boa, todos diriam que a sopa é ruim!"

* "O urgente nunca deixa tempo para o importante."

* "O problema da família humana é que todos querem ser o pai."

* "Coitado."
:- ''Mafalda após ouvir de sua mãe que Deus está em todos os lugares.

* "Professora, todo mundo sabe que sua mãe te ama e te mima... Agora, dá para ensinar algo importante?"

* "Maquiando os já para parecer o antes."
:- ''Após ver sua mãe.

* "O País todo tá la fora esperando! O que é que eu digo? Mando sentar?"

* "Se é uma questão de títulos, eu sou sua filha. E nos diplomamos no mesmo dia! Ou não?"

* "Abaixo a liberdade de imprensa!"
:- ''Após ver um receita de sopa.

* "Já que há mundos mais evoluidos, porquê eu tive que nascer justo neste?"

* "Eu poderia dizer que metade da população mundial não engordou um grama sequer por não ter o quê comer... mas a senhora precisa de um consolo, e não se passar por estúpida!"
:- ''Mafalda após ver sua mãe chorando por estar gorda para o biquini.

* "Boa noite mundo! Boa noite e até amanhã, mas fique de olho! 
Tem muita gente irresponsável acordada, viu?"

* "Ainda bem que o mundo é um lugar bem longe daqui!"

* "Este ai só fica comendo tempo e está cada vez mais magro!"
:- ''Falando sobre o calendário.

* "Ainda bem que eu acordei. Se há coisa que me deixa com raiva é gastar o inconsciente sonhando besteira."

* "Será que Deus patenteou essa idéia de manicômio redendo?"

* "Às vezes vocês não se sentem um tanto indefinidos?"


16 maio, 2010

A top Isabella Fiorentino se joga em um novo projeto com o lançamento do livro “Na Moda com Isabella Fiorentino”, um guia com dicas de moda, beleza e comportamento.

No livro, Isabella oferece orientações, fala de assuntos como a importância da apresentação visual, dando conselhos sobre o que usar de acordo com o seu tipo físico, além de capítulos especiais dedicados aos cuidados com o cabelo e dicas de maquiagem.

“Estar na moda é muito mais do que vestir as últimas tendências lançadas pelos estilistas. É vestir-se de acordo com o seu estilo, sua personalidade e com o formato do seu corpo”, afirma a top, que é apresentadora da versão brasileira do reality show britânico "Esquadrão da Moda”, e também empresária e consultora de imagem.

Publicado pela editora Nova Cultural, o título já está a venda nos catálogos da Casa e Moda, da Avon, e chega às bancas e livrarias de todo o país a partir de abril custando apenas R$ 14,90.

15 março, 2010


No ótimo blog - http://livronochadascinco.blogspot.com encontrei uma resenha sobre o livro que originou o filme "Um Olhar do Paraíso".Transcrevo-a aqui.

"The Lovely Bones”, o primeiro romance de Alice Sebold, é o maior fenômeno literário dos últimos anos. Foi o livro de ficção mais vendido nos EUA em 2002, com 1,5 milhão de cópias. E chega ao Brasil com o título de Uma Vida Interrompida - Memórias de um Anjo Assassinado. 

É preciso muita ousadia para escrever um livro assim. A narradora desta história tem apenas 14 anos e sonhava ser fotógrafa enquanto ainda tinha toda a vida pela frente. O livro é, em si, uma contradição: cheio de humor e esperança, apesar de ter como pontapé inicial o estupro e assassinato de uma adolescente. A história de Susie Salmon ("como o peixe", diz ela, na primeira linha do romance), quando começa a se desvelar na sua frente, faz os compromissos, assim como os amigos, a família, a fome, o sono e até o celular tocando, parecerem bem pouco interessantes e menos urgentes. Os "ossos" do título em inglês não são os restos de Susie, a menininha que conta a história depois de morta. São a estrutura sobre a qual a vida é construída. Outra audácia é a de colocar Susie Salmon no céu. Sim, é para cima que vai nossa protagonista. E é para baixo que ela olha, com olhos atentos, enquanto conta a história de sua família , agora traumatizada, de como seu assassino planeja os detalhes minuciosamente para não ser descoberto, de como a polícia não tem nenhuma pista sobre como chegar a ele.
A partir daí ela conta que, por estar incorformada com sua morte precoce, e um tanto entediada com a vida no Céu, decidiu acompanhar como sua família, amigos e o próprio assassino continuaram suas vidas após a tragédia. Então sabe dos sentimentos inadequados que sua mãe começa a ter depois de sua morte, o jeito desesperado como seu pai começa a agir, a vergonha de sua irmã mais nova, que agora é a garota mais popular e ao mesmo tempo mais rejeitada do colégio, e o desnorteamento de seu irmãozinho de 4 anos, que simplesmente quer ver os pais pararem de chorar e saber quando sua irmã mais velha chega “de viagem”. E o menino de quem Susie gostava continua a sua vida, e acaba se vendo envolvido em um acontecimento milagroso. 
Mas não é justiça o que busca Alice Sebold, a autora do livro. Não nesta obra. Aqui, é o pai da menininha morta, Jack Salmon, e o chefe da polícia local, Len Fenerman, os que mais querem vingança. A escolha do tema tem a ver com a vida da própria autora. Alice Sebold, aos 19 anos, quando estava no primeiro ano de faculdade e ainda sonhava ser poeta, foi estuprada em um beco do campus da universidade. Ao chegar à delegacia, machucada, assustada e não mais virgem, ouviu de um dos investigadores que várias mulheres haviam sido estupradas e mortas no mesmo beco antes dela. Alice Sebold queria criar um romance de ficção quando pensou na história que viria a se transformar em Uma Vida Interrompida. Não escreveu seu livro de memórias para desabafar ou por um desses impulsos de escritor que vez por outra aparecem em entrevistas. Escreveu por consideração à Susie Salmon, sua personagem principal. "Uma Vida Interrompida" é luminoso e surpreendente, um romance que constrói, a partir da dor, a mais esperançosa das histórias. Alice Sebold transforma uma tragédia inaceitável, o luto de uma família e a impossibilidade da justiça em boa literatura, cheia de humor e esperança."


Com um tema forte e doloroso, este livro faz o milagre de valorizar a vida. A narradora e personagem principal, Susie Salmon, já morta desde a primeira página do livro, consegue encantar o leitor à medida que narra a história de sua família, e amigos, após a tragédia do seu assassinato. Habitando o céu da sua imaginação, na companhia de uma amiga e uma conselheira, Susie se entristece pelos vivos, e procura acompanhar seus passos, e até mesmo interferir nos seus destinos. 

Durante a narrativa, interessante é ver como cada um lida com a morte. O pai, com total revolta e inconformismo, é tomado pela tristeza e pela necessidade de justiça, nem que seja pelas próprias mãos. A mãe encontra na negação a resposta para continuar vivendo. A irmã faz-se dura, insensível, impenetrável. E o pequeno irmãozinho não entende ainda o que aconteceu. 

As passagens da família são observadas por Susie durante cerca de dez anos. O acontecimento trágico marcou o destino de todos, para o bem ou para o mal. Ao mesmo tempo em que pai e mãe se distanciam, o pai se aproxima dos filhos e a mãe se afasta totalmente, chegando a atitudes extremas como fugir, trair, mentir. Lindsey, a irmã de Susie, é a mais modificada, sendo vista como a substituta, aquela que terá que atingir os desejos dos pais. Revoltada a princípio, ela vai se transformando numa garota forte e segura, pronta para seguir a vida com suas próprias idéias. 

Ainda no livro temos Ray, o menino que Susie gostava, presente como suspeito, e mais a frente, participando de um episódio sobrenatural. Há, ainda, Ruth, amiga de Susie, que foi tocada por ela no momento de sua morte, e que se tornou uma garota estranha, vivendo em paralelo com a Susie falecida, chegando ao ponto de querer ser Susie, e, depois de adulta, dedicada aos fenômenos místicos. A autora enfoca também a vida do assassino, de identidade conhecida pelo leitor desde o primeiro capítulo, descrevendo em detalhes os seus procedimentos, a sua infância, e a sua vida após o crime.

Saorsie Ronan em cena de Um Olhar do Paraíso. Foto: Divulgação
Meu sobrenome era Salmon, salmão, igual ao peixe; meu primeiro nome era Susie. Eu tinha 14 anos quanfo fui assassinada no dia 6 de dezembro de 1973. Nas fotos de meninas desaparecidas que saíam nos jornais nos anos 1970, a maioria se parecia comigo: meninas brancas de cabelos castanhos cor de camundongo. Isso foi antes de todas as raças começarem a aparecer nas caixas de leite ou na correspondência diária. Ainda era na época em que as pessoas acreditavam que coisas assim não aconteciam.



No meu livro de classe do ginásio coloquei a citação de um poeta espanhol a quem minha irmã tinha me apresentado, Juan Ramon Jimenez. Dizia mais ou menos o seguinte: “Se alguém lhe der uma folha de papel pautado, escreva no sentido contrário”. Escolhi essa citação tanto porque ela expressava meu desprezo pelos ambientes estruturados do tipo sala de aula e porque, já que não era uma citação ridícula de alguma banda de rock, pensava que ela mostrasse meus dotes literários. Eu fazia parte do Clube de Xadrez e do Clube de Química e queimava tudo o que tentava fazer na aula de prendas domésticas da sra. Delminico. Meu professor preferido era o sr. Botte, que lecionava biologia e gostava de animar os sapos e lagostins que tínhamos de dissecar fazendo-os dançar em suas tigelas enceradas.



A propósito, eu não fui morta pelo sr. Botte. Não pensem que todas as pessoas que vão encontrar aqui são suspeitas. É esse o problema. Nunca se sabe. O sr. Botte compareceu à minha homenagem (assim como, devo acrescentar, quase todo o colégio em que eu estudava — nunca fui tão popular) e chorou bastante. Ele tinha uma filha doente. Todo mundo sabia disso, então, quando ele ria das próprias piadas, que já eram velhas muito antes de ele virar meu professor, nós também ríamos, às vezes nos forçando, só para deixá-lo feliz. A filha dele morreu um ano e meio depois de mim. Ela tinha leucemia, mas nunca a vi no meu céu.



Meu assassino foi um homem do nosso bairro. Minha mãe gostava das flores dos canteiros dele, e meu pai uma vez conversou com ele sobre fertilizantes. Meu assassino acreditava em coisas antiquadas, como casca de ovo e borra de café, que segundo ele sua própria mãe tinha usado. Meu pai chegou em casa sorrindo, fazendo piadas sobre como o jardim do cara podia ser lindo, mas que teria um fedor insuportável quando chegasse o calor.

O trecho acima vem do parágrafo inicial de Uma Vida Interrompida: Memórias de um Anjo Assassinado, de Alice Sebold – que começa, como definiu a jornalista Katharine Viner emuma entrevista com a autora para o Guardian, com “o tipo de frase que te faz famoso”. O livro, lançado em 2003, tornou-se best-seller imediato e deu origem ao filme do aclamado Peter Jackson que estreou esta semana em Porto Alegre e que tem o nome em português de Um Olhar do Paraíso (em tempo: não entendo por que em casos como esse ou o de Ilha do Medo, de Martin Scorsese, as distribuidoras preferem alterar completamente o nome de um filme baseado em um livro). Uma Vida Interrompida narra, como a maioria a essa altura já sabe, a história de Susie Salmon, uma jovem de 14 anos estuprada e morta por um vizinho esquisito depois de ingenuamente seguí-lo até um esconderijo subterrâneo que o homem havia cavado em um milharal próximo de sua casa. Fascinada por ciências, mesmo achando estranho o modo como o vizinho a olha, Susie entra no esconderijo curiosa por saber ciomo ele havia sido construído, um refúgio cavado no solo seis degraus abaixo do chão e protegido por uma porta de madeira – como ela mesmo diz no trecho, era um tempo em que “as pessoas acreditavam que coisas assim não aconteciam“, o que explica a confiança imprudente com que ela segue o estranho que termina por violentá-la e esfaqueá-la até a morte.
É um livro com um início mais que promissor pelo impacto que provoca, pela maneira neutra e desapaixonada como a garota vai narrando o horror infligido pelo seu assassino. Depois de morta, em uma ideia que mescla noções espíritas e católicas, Susie vai para seu “céu particular”, para ser orientada a aceitar que está morta. Não exatamente um “céu particular”, melhor dizendo. É o mesmo céu para todo mundo, mas cada um o vê de modo diferente. Para Susie, o “paraíso” “tinha traves de futebol ao longe e mulheres lançando pesos ou dardos em câmera lenta“. Ali, também, “todos os prédios se pareciam com ginásios suburbanos do nordeste americano construídos nos anos 60. Prédios grandes e atarracados espalhados por terrenos arenosos com projetos paisagísticos ruins, e anexos e espaços abertos para fazê-los parecer modernos“. De lá, ela acompanha a busca por seu corpo desaparecido (o cachorro de um vizinho encontra apenas o cotovelo, daí o título original The Lovely Bones, os “ossos amorosos”), a progressiva desagregação de sua família – a mãe, sem vocação desde o início para a maternidade, lida com o desabar de seu mundo com um caso extraconjugal; o pai desafoga a dor na obsessão por desvendar o que aconteceu com sua filha – e a impunidade tranquila de seu assassino, que chega a oferecer condolências para a família no funeral e alguns anos depois passa a olhar perigosamente para a irmã mais nova de Susie.
Esse ponto de vista narrativo, entretanto, não é exatamente um trunfo do livro. Histórias narradas por mortos, qualquer leitor brasileiro com meio neurônio sabe, não são exatamente novidade. E o ponto no qual  Uma Vida Interrompida difere brutalmente de livros comoMemórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis ou o provocativo Como Vivem os Mortos, do inglês Will Self (leitor de Machado, diga-se) é justamente pela ausência de acidez e pela necessidade de, mais para o fim, abandonar a perspectiva descarnada que insinuava no início para investir cada vez mais em uma redenção sentimental ao gosto médio do apreciador de Sessões da Tarde.  Ao calibrar sua narrativa para a emoção, Sebold parece desfazer-se daquilo que seria a principal qualidade de seu romance - o desapego do morto e a inevitável ironia ácida disso resultante.
Créditos: Mundo Livro

09 março, 2010

O novo livro “59 Seconds: Think a Little. Change a Lot” (“59 Segundos: Pense um Pouco. Mude Muito”, ainda não lançado no Brasil) esmiuça provas de estudos empíricos em uma variedade de publicações cientifícias em pequenos pedaços de conselhos capazes de mudar vidas.


1. Na próxima vez que você for a uma reunião importante, obtenha uma fácil e rápida vantagem psicológica sentando-se no meio do grupo.

2. Durante um encontro, comece indiferente e depois torne-se mais positivo; foque em coisas que ambos desgostem e imite a linguagem corporal de seu par.

3. Para proporcionar um aumento significativo em sua felicidade, force seu rosto a sorrir e segure essa expressão por 20 segundos.

4. A melhor maneira de conseguir que alguém goste de você não é fazendo um favor, mas fazendo com que essa pessoa faça um pequeno favor para você.

5. Para diminuir com a bebida e a comida, use copos estreitos, coloque um espelho em sua cozinha e mantenha um diário alimentar.

6. Compre experiências e não bens. Vá a um show, filme, lugar diferente ou um restaurante estranho: qualquer coisa que forneça uma oportunidade de fazer algo com outras pessoas ou de contar aos outros depois.

7. Ajude a atingir seus objetivos contando-os a amigos, familiares e colegas.

8. Para ajudar a manter um relacionamento vivo, lembre-se de balancear cada comentário negativo com cinco positivos.

9. Quando for procurar um emprego, aumente sua credibilidade mencionando qualquer fraqueza óbvia no começo da entrevista.

10. Vá atrás de mudanças “intencionais” começando um novo hobby, filiando-se a uma organização, aprendendo uma habilidade, iniciando um projeto ou conhecendo novas pessoas.

Fonte:Mundo Amor